Devoção a Santo António
As Festas d'Amares nascem da profunda devoção popular ao Santo Padroeiro, Santo António, celebrado a 13 de Junho. Desde tempos imemoriais, as freguesias do concelho juntavam-se em torno da igreja matriz para honrar o santo com missa, procissão e arraial.
Os primeiros registos escritos da festa remontam ao século XVIII, embora a tradição oral aponte para uma celebração ainda mais antiga, ligada às festas pagãs do solstício de Verão que o cristianismo veio a integrar no calendário litúrgico.


Sabores, sons e símbolos
Nenhuma festa de Santo António se completa sem sardinha assada, broa de milho e vinho verde servidos nas mesas comuns. As ruas vestem-se de manjericos, cravos de papel e bandeirolas coloridas — um trabalho colectivo que envolve famílias e ranchos folclóricos durante meses.
Manjericos
Pequenos vasos oferecidos com quadras populares.
Bandeirolas
Confeccionadas à mão pelas comissões de cada rua.
Cantares ao Desafio
Versos improvisados ao som de concertinas.
Marchas Populares
Os bairros desfilam em traje a rigor.


As Marchas Antoninas
Símbolo maior das noites de Santo António, as Marchas Antoninas enchem a Avenida Santo António e a Praça do Comércio de cor, brilho e ritmo. Cada bairro e colectividade prepara durante meses os trajes, os arcos iluminados e as coreografias — um esforço colectivo que envolve várias gerações da comunidade amarense.
Ao som das marchas tradicionais, os marchantes desfilam com orgulho, transformando as ruas num verdadeiro palco a céu aberto. É um dos momentos mais aguardados da festa, onde a tradição minhota se encontra com a alegria popular.







Uma festa de todos
Hoje, as Festas d'Amares são o maior evento cultural do concelho. Mantêm o cariz religioso e tradicional — a procissão, as missas, o folclore — e abrem palco aos grandes nomes da música portuguesa, atraindo milhares de visitantes de todo o país e do concelho.
Celebrem e Divirtam-se! Porque a vida é uma festa e a tradição une gerações.